Alix Senator: Les Aigles de Sang

Faltam poucos dias para a publicação de um novo álbum de Alix. A 12 de Setembro terá início um novo ciclo da vida do herói galo-romano criado por Jacques Martin, agora com um argumento escrito por Valérie Mangin e desenhado por Thierry Démarez. Alix está mais velho, é senador e até pai de dois filhos!!! Estou ansioso por pôr as mãos em Les Aigles de Sang porque Alix é um dos meus heróis favoritos de sempre e quero ver se Alix Senator consegue fazer esquecer alguns álbuns mais fracos da fase pós Jacques Martin. Enquanto não chega o dia 12 de Setembro, dá para ir apreciando as primeiras páginas de Les Aigles de Sang (clique na imagem abaixo).

“12 a.C. Marcus Emílio Lépido, grande pontífice de Roma, e Agripa, sucessor designado do poderoso imperador Augusto, são misteriosamente mortos por águias que rasgaram as suas entranhas…

Alarmado por estes acontecimentos, Augusto encarrega o seu velho amigo, o senador Alix Gracchus, de fazer uma investigação discreta. Essa investigação colocará Alix, com a assistência dos seus filhos Titus e Khephren (descendente de Enak e adoptado por Alix após o seu desaparecimento), na pista do enigmático mestre das aves. No entanto, o perigo persiste em aproximar-se ainda mais do imperador e está cada vez mais perto. Alix acabará por descobrir que a mais perigosa ave de rapina está aninhada no próprio coração de Roma, lá onde ninguém poderia suspeitar …”

Fun Home

Diz a Contraponto que Fun Home, de Alison Bechedel, “é uma das grandes apostas da rentrée”. Folheei a edição americana e estou apostado em concordar. Para já, fica aqui a apresentação do livro nas palavras da própria editora. (Nota: usei imagens da edição americana porque, à excepção da capa, as que vi em português eram demasiado pequenas)

“Fun Homeuma tragicomédia familiar - descreve a relação que a autora manteve com o pai ao longo da sua infância e adolescência. Na sua narrativa, a história íntima e pessoal de uma família transforma-se numa obra de subtileza e poder. Exigente e distante, Bruce Bechdel era professor de Inglês e dirigia uma casa funerária – a que Alison e a família chamavam, numa pequena piada privada, a «Fun Home». Só quando estava na universidade é que Alison, que recentemente admitira aos pais que era lésbica, descobriu que o pai era gay. Umas semanas depois desta revelação, Bruce morreu, num suposto acidente, deixando à filha um legado de mistério, complexos e solidão.

Foi livro do ano do New York Times, do Los Angeles Timesdo San Francisco Chronicle, da Publishers Weekly, da Salon.comda Amazon.com, do Guardian e do London Times.

Fun Home foi aclamado pela crítica:

(Clique para ver em tamanho maior)

«Trabalho de luto e de identidade, questionamento das formas e do si, Fun Home é uma banda desenhada verdadeiramente adulta em todos os sentidos da palavra. É também um projeto que nos abre os olhos e faz entender que o horizonte é bem maior do que o que gostaríamos que fosse.» Pedro Moura, blogue Ler BD - http://lerbd.blogspot.pt/2006/12/fun-home-alison-bechdel-houghton_10.html

«Inteligente, destemido e cheio de humor negro. Uma obra-prima sobre duas pessoas que vivem na mesma casa, mas em mundos diferentes.» Time

«Uma história agridoce da relação entre um pai e uma filha; uma memória cativante, quase dolorosamente franca e com uma riqueza de pormenor impressionante.» New York Times

«Uma obra pioneira, que desbrava o caminho para dois géneros literários: os comics e as memórias. O traço tem o pormenor e a mestria técnica de R. Crumb e o texto tem uma seriedade e uma complexidade emocional muito próprias. Finalmente, uma BD para amantes de boa literatura.» The New York Times Book Review

«Uma das melhores memórias da década.» New York Magazine

«Uma espécie de radiografia emocional da vida familiar, escrita com honestidade implacável, mas também com humor e compaixão.»Elle

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«Uma história elegante, subtil e muito cativante.» Publishers Weekly

«Graficamente admirável e poeticamente impressionante.» Stern

«Uma autobiografia esplêndida, generosa e inteligente, com uma profundidade e uma ternura que poucos livros conseguem alcançar.»Entertainment Weekly

«Esta memória complexa e intensa é uma declaração de amor não só de uma filha ao seu pai mas também de uma leitora aos livros da sua juventude. Uma obra iluminada por humor, lirismo, inteligência e honestidade emocional.» The Times of London

«Se calhar os fãs de BD têm razão: a melhor literatura do século xxi pode muito bem ser encontrada nos romances gráficos e na não-ficção. Fun Home é gráfico no seu conteúdo e no seu estilo, e é um representante admirável deste género literário emergente.» USA Today

«Fun Home está pontuado de compaixão, frustração, arrependimento e amor – sempre com uma ironia literária que nos faz pensar acerca da tarefa quase impossível de sermos fiéis a nós mesmos e àqueles que fizeram de nós quem somos.» Salon.com”

 

Os Dias do Condor

Está disponível na Amazon o livro “Os Dias do Condor” (clique aqui). Foi escrito por Ronaldo Antonelli e a capa e as ilustrações são do meu amigo Jo Fevereiro, cujas palavras passo a citar: “Trata-se de um romance místico/político/sentimental, mais ou menos baseado na viagem de mochila que fez nos anos 1970 pela américa do sul, sob as asas e o olhar penetrante do condor, tanto da ave quanto da “operação”.
Pará quem não sabe, A Operação Condor foi o nome dado a uma aliança entre o Brasil, o Chile, a Argentina, a  Bolívia, o Uruguai e o Paraguai (e da qual os E.U.A. tinham conhecimento) cujo objectivo era travar e eliminar a oposição às ditaduras vigentes na América do Sul nos anos 60. Julga-se que cerca de 100.000 pessoas tenham sido assassinadas e outras 400.000 torturadas.

Persépolis – Marjane Satrapi

“Persépolis”, a aclamada e premiada BD da iraniana Marjane Satrapi vai ser editada em Portugal. Chegará às livrarias pela mão da Bertrand no dia 5 de Abril e custará 19,90€.

Nota de imprensa da Bertrand:

«Um livro revelador, cativante e inesquecível. Uma obra extraordinária.» The New York Review of Books

Com uma memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância.

«Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias.

Nesta autobiografia gráfica, narrada com ilustrações monocromáticas simples mas muito eloquentes, Satrapi conta a história de uma adolescência durante a qual familiares e amigos “desaparecem”, mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, os bombardeamentos iraquianos fazem parte do quotidiano e a música rock é ilegal. Contudo, a sua família resiste, tentando viver uma vida com um sentido de normalidade. Um livro inteligente, muito relevante e profundamente humano.» BBC

Em 2007 Persépolis foi adaptado ao cinema e das muitas nomeações para prémios que teve destaca-se a do Óscar para melhor filme de animação.

Autora:
Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irão, em 1969, e atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerão, onde passou a sua infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos 14 anos, partiu para a Áustria, e depois retornou ao Irão para estudar belas-artes.
Estabelecida em França como autora e ilustradora, Marjane conquistou a fama mundial com Persépolis, obra que ganhou alguns dos mais prestigiados prémios deste género literário, nomeadamente o prémio para autor-revelação e o prémio para melhor guião de Angoulême, e o prémio Eisner para melhor novela gráfica e melhor obra estrangeira. Este livro foi transformado num filme de animação em 2007, que estreou no Festival de Cannes e foi premiado com um Óscar.
As ilustrações de Marjane são publicadas em revistas e jornais de todo o mundo, incluindo The New Yorker e The New York Times.
Críticas:
«Uma memória gráfica brilhante e invulgar, contada num tom franco e cativante, que ilustra de forma dramática a maneira como os regimes repressivos deformam a vida quotidiana dos cidadãos.» Vogue
«Uma das memórias mais expressivas e originais dos nossos dias. O tom franco deste livro, equilibrado pelo seu humor e pela força das suas ilustrações, é uma revelação surpreendente da realidade da vida entre guerras, revoluções e um regime fundamentalista.» The Los Angeles Times
«Uma fascinante autobiografia em formato gráfico. Associando textos de uma simplicidade quase infantil (ainda que muito poética) e desenhos a preto-e-branco que evocam as iluminuras medievais, Marjane Satrapi desafia a imagem que os ocidentais têm do Irão contemporâneo.» L’Express
«Um verdadeiro triunfo. Tal como Maus, Persépolis é um daqueles romances gráficos capazes de seduzir até os mais relutantes. A forma como Satrapi combina a intimidade, a ironia e a ternura é simplesmente genial.» Libération
«Um excelente romance gráfico. Satrapi denuncia a falência moral do dogma político e do conformismo religioso de regimes que assassinam, que perseguem os cidadãos, mas que podem sempre ser ridicularizados pela rebeldia individual do espírito e do intelecto.» Zadie Smith